ONDE NASCE O ÓDIO E SEU USO PARA JUSTIFICAR CRIMES
ONDE NASCE O ÓDIO E
SEU USO PARA JUSTIFICAR CRIMES
TODO CRIME É UM
CRIME DE ÓDIO, NÃO EXISTE CRIME DE AMÔR.
Atualmente, vê-se muito falar em “Crime de ódio”, e os “experts” em criminologia aparecem com diversas definições a respeito do que vem a ser um crime de ódio, entretanto a definição mais aceita pela maioria é:
“O Crime de Ódio é uma forma de violência direcionada a um determinado
grupo social com características específicas, ou seja, o agressor escolhe suas vítimas de acordo
com seus preconceitos e, orientado por estes, coloca-se de maneira hostil
contra um particular modo de ser e agir típico de um conjunto de pessoas.”
Em
meu ver, essa definição a respeito de crime de ódio tem muito a ver com o que
atualmente chamamos de “Politicamente Correto”, e a fim de alimentar o discurso
de minorias, grupos étnicos, e de discriminação social, racial e sexual,
fomentam essa definição a respeito do tema.
Mas
vamos analisar o crime como uma ação do individuo, ou de um grupo de indivíduos.
Vejamos,
um marido traído mata a esposa que o traiu e o amante, e alega que o fez “por
amor".
É
possível imaginar alguém matando com amor e por amor? Creio que não.
O
crime chamado de passional foi cometido por vingança, certamente com sentimento
de fúria e de ódio, não por amor, mas por raiva e frustração de sentir-se enganado,
humilhado, traído, comparado em escala inferior pela pessoa a quem um dia amou,
mas que no momento do crime, estava odiando.
Um grupo de jovens da periferia, vivendo em
uma comunidade pobre, sai e resolve atacar, agredir e roubar um jovem rico numa
região de classe media/alta e definimos esse crime como roubo.
Os humanistas de plantão justificarão a prática
criminosa como necessidade e culparão desigualdade social, discriminação e
falta de oportunidade para que tenham praticado tal crime, entretanto vemos
outros jovens da mesma periferia e classe social, estudam, trabalham e com sacrifício
buscam galgar uma posição melhor através do esforço.
Então qual a razão dos primeiros terem
praticado o crime se outros preferem seguir o caminho mais árduo, porém
correto?
E em todas as oportunidades que tive de
conversar e entender aqueles que praticaram o crime constatei que primeiramente
eles odiavam a si próprios, depois odiavam sua condição de vida, culpavam a
sociedade por essa condição e passavam a odiar os grupos sociais que vivem em
condições mais abastadas, e viam na ação criminosa uma forma de vingança para
aplacar esse ódio. E todos descreviam a vida na infância vendo seus pais
amaldiçoar a condição de vida, culpar os ricos por sua condição de pobreza,
vendo pais e mães se drogar e pregar ódio e rancor.
Menciono aqui um trecho de um RAP de Racionais
MC’s que vai de encontro a essa propagação do ódio racial, social e de classes:
… De quebrada sem roupa, você e sua mina
Um, dois, nem me viu, já sumi na neblina
Mas não, permaneço vivo, prossigo a mística
Vinte
e sete anos contrariando a estatística
… Seu comercial de TV não me engana
Eu não preciso de status nem fama
Seu carro e sua grana já não me seduz
E
nem a sua puta de olhos azuis
(Capítulo 4, versículo 3 - Canção de Racionais MC's)
Ai atentei para os crimes de “ódio racial”, de
preconceito, e analisei a razão pela qual isso ocorre.
Cito aqui uma situação vivida por mim com
minha filhinha quando ela tinha apenas um aninho de idade em seu primeiro dia
na creche pública:
Na
entrada, diversos pais e crianças se acumulavam aguardando a abertura do portão
para a entrada das crianças ao primeiro dia na creche. Um grupo de pais e
filhos brancos de um lado e mais afastados, um grupo menor com algumas mães e
crianças afrodescendentes. Minha filhinha notou uma menininha afrodescendente
destacada, olhando para o grupo de brancos, nos estávamos entre os dois grupos,
e ela então soltou minha mão, correu até a menininha que estava destacada e abraçou-a
fortemente, ficou ao lado dela e entraram de mãos dadas na creche. Tornaram-se amigas
daquele dia em diante, e minha filhinha, hoje com cinco aninhos a chama de
minha amiguinha marronzinha.
Pude notar que não existe o conceito de “ódio
racial” nas crianças, e aquele grupo de pais e filhos brancos não estavam
separando seus filhos dos afrodescendentes, mas ocorreu o contrário, os pais
afrodescendentes ao chagar se posicionaram apartados dos brancos.
Np decorrer dos dias vi pais negros ensinando
seus filhos a se manter afastados das crianças brancas, e a partir disso, pais
brancos ensinando o oposto a seus filhos, muito embora as crianças ignorassem
essa orientação descabida dos pais.
Ora, se o ódio e o pré-conceito racial vier a
fazer parte do cotidiano futuro dessas crianças, a culpa é dos pais, afinal nenhuma
criança nasce com pré-conceitos, eles não tem essa visão distorcida, mas a visão
de mundo das crianças é simplista, enxergam no outro um amigo para brincar a
aprender, independentemente de cor, raça, credo, ou condição social.
O mesmo ocorre quanto a outros grupos chamados
minoritários como o LGBTQIA+, Crentes, Muçulmanos, Judeus, e outros que entram
nessa salada de pré-conceitos, discriminação e vitimização.
Os próprios grupos se posicionam em condição
destacada, exigindo tratamentos especiais, adotam o discurso de que são
discriminados e odiados por todos, realçam suas diferenças e criam um conceito
de orgulho, passando a pregar que são odiados, e o efeito disso é que tantos os
pertencentes a esse grupo, quanto às pessoas fora desses grupos começam a
sentir-se odiados e em troca passam a odiar.
E dessa forma o ódio se dissemina mais e mais,
e assim quando acontece algum crime, contra um negro praticado por um branco,
dirão que foi crime de ódio, mas se o oposto, dirão que é a desigualdade e a
discriminação que originou tal ato, numa defesa estúpida de que a desigualdade
é a causadora, quando na verdade todo e qualquer crime é praticado pelo ódio
contido no criminoso, e esse ódio foi incutido nele desde a infância pelos pais.
É preciso parar justificar crimes como sendo
por culpa da discriminação social, racial, religiosa, social, ou qualquer
outra, temos urgentemente que mudar esse conceito de crime de ódio e de sua
origem discriminatória, e passar a conscientizar os pais a parar de ensinar
suas crianças a se afastar uma das outras por questões de diferenças sociais,
raciais, religiosas ou qualquer que seja, ou no futuro teremos de um lado
vítimas desses ensinamentos e de outros criminosos cruéis justificando seus
atos por um conceito abstrato e absurdo.
Jornalista Independente
Registro MTE (antigo DRT) Nº 092372/SP

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